terça-feira, 22 de março de 2011

Memórias




A minha memória auditiva me pregou uma peça...
Fez bagunça na minha cabeça, misturou tudo... Passado, presente...
Meu coração ficou perdido e disparou... Parecia querer fugir do meu peito, tamanha confusão.
Uma sensação de agradável e suave euforia percorreu meu corpo e um sorriso tolo grudou em meus lábios...
Foi bom falar com você!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Enfim, o Retorno


A última vez que estive por aqui era início do ano passado... Um ano cheio de expectativas e grandes promessas. Muita água passou por baixo dessa ponte e hoje, olhando para trás, percebo quão rica foi essa experiência. Entre incertezas, correrias e muitas conquistas, cheguei a 2011. E espero que daqui pra frente, com mais tempo e principalmente disposição, eu volte a escrever com mais frequência e que tenha muitas estórias pra contar!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Travessias


Nossa!!!! Há mais de um ano não apareço por aqui...
Esse ano passou feito tempestade... rápido e devastador...
Ainda bem que está no fim!
E o próximo acena cheio de possibilidades... Tô feliz em estar caminhando ao encontro dele!
2010, eu estou chegando!!...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Bem no fundo



no fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria de
ver nossos problemas resolvidos
por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas os problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas


( Paulo Leminski)

domingo, 5 de outubro de 2008

Teu Riso

Pablo Neruda

"Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PRAZERES PELA METADE

Recebi esse texto no meu email. E ele traduz bem uma das minhas atitudes preferidas... A de "chutar o balde" !!!!!... As vezes, o desejo de querer acertar sempre, fazer tudo certo, perfeitinho... Sufoca... cansa!... Há momentos que é preciso "pirar" um pouco, sair da linha, deixar o instinto agir... Não medir, não pesar, não contar, não jurar, não pensar... Só ser!... A vida precisa desses momentos... E é por isso que as vezes penso: Quero tudo, quero muito, quero agora!...


"Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido ? uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado' ? deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente ? Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

(leila ferreira)"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Tempo II

Essa vale a pena reproduzir...
A Lu deixou essa música nos comentários do post abaixo.
Faz muito sentido pra mim...


"Há folhas no meu coração é o tempo
Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar e eu também não sei

E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro sozinhos
Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver."

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Tempo

Ufa! Andei numa correria só por esses dias... Acabei me afastando do blog... Uma pena, perdi algumas chances de expressar a minha indignação com alguns fatos ocorridos.

Mas o afastamento foi bom, pq me aproximei mais de coisas que me dão prazer e me fazem feliz.

Tenho trabalhado muito, tenho aceitado desafios profissionais que estão me enriquecendo profundamente e por essa razão estipulei alguns limites que me permitam passar mais tempo com os meus filhos. E passando mais tempo com eles, assumindo muitas responsabilidades, acabo ganhando em qualidade de relacionamento, estreitando nossos laços, os vendo crescer. Normalmente, na correria, na responsabilidade de honrar com os compromissos assumidos, a preocupação com as contas pra pagar no final do mês, acabam nos fazendo perder um pouco desse tempo de "brincar", de contar estórinhas, desenhar, cantar, pular, rolar no chão (Sim! Eu e minha pqnina pulamos em cima do colchão de molas da vovó e rolamos pelo chão da casa... E o caçulinha já está entrando na brincadeira!!!)... Eu quis fazer o contrário. E fiz!

Sendo assim, qdo não estou trabalhando, estou com meus filhotes e aí adeus tempo para qquer outra coisa q não se encaixe nessas duas categorias. Aliás, muito melhor assim. Pq senão eu acabaria desperdiçando meu tempo com pessoas q não fazem a menor diferença pra mim.

Tempo! Tá aí algo extremamente precioso. Não dá pra perder com bobagens.

domingo, 6 de julho de 2008

Máscaras

A cada dia fico indignada com a capacidade das pessoas de cuidarem da vida alheia. Se meterem onde não deveriam... Serem mesquinhas o suficiente pra distorcerem uma realidade e se aproveitarem da situação.
Caráter, ética e discernimento são conceitos pouco utilizados na atualidade. Ou melhor, hoje não passam de meras palavras, sem grandes significados.
As pessoas me assustam!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ser

Dia desses foi "dia das mães"... Como a vida da gente muda qdo passamos a comemorar esse dia...
Os aparelhos de som da nossa vida passa dos amores impetuosos do Chico Buarque para as cirandas alegres e cheias de coreografias... De repente vc se vê cantarolando "Meu pintinho amarelinho, cabe aqui na minha mão..." quando há uns 04 anos atrás o único pintinho que me interessava não cabia bem exatamente na minha mão... as coisas mudam. Não que eu tenha deixado de me interessar por esses pintinhos maiores que não são amarelinhos. Mas as prioridades mudam um pouco.
As noites viradas na balada passam a serem viradas para embalar alguém. Um ser pequenino, frágil, mágico... Encantado! Bebês são definitivamente seres encatados. Pq eles choram , berram, não te deixam dormir, cagam, fazem xixi no colchão e vc os ama incondicionalmente. É só olhar pra eles que qquer cansaço passa, qquer mau humor vai embora, qquer tristeza dá lugar pro sorriso que invade nossos lábios ao avistar aquele serzinho... Como é maravilhoso SER mãe!.. Todas as dificuldades pela qual se passa vale a pena...
As vezes vc se irrita, dá bronca, umas palmadas, mas daí a pouco já estão rolando no chão, dando risada e se divertindo juntos. Sujar as paredes branquinhas do seu apartamento alugado com tintas guache, canetinhas, giz de cera, é obra de arte. Brincar com a comida, quebrar a louça, travar seu computador é aprendizado... O que vale mesmo é a risada sonora ecoando pela casa, aqueles bracinhos pqninos q te envovem o pescoço num abraço pleno, a total confiança em vc qdo se jogam do alto do armário para vc apará-los... Ser mãe é assim, ser o "super herói" de alguém, ser a proteção, o amor, o cuidado, o provedor de todas as necessidades emocionais e materiais de um ser que te elegeu como MÃE.
E eu sigo pela minha vida cantando satisfeita... " O sapo não lava o pé, não lava pq não qué..."

terça-feira, 13 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Meninas

"Sou uma mulher madura, que às vezes brinca de balanço.
Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto."


Martha Medeiros

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Circunstâncias

A vida é uma caixinhas de surpresas.... rs
Hoje li algo q fez muito sentido pra mim... resolvi então "emprestar" esse post de um amigo e republicá-lo aqui...


O homem é o homem e sua circunstância

Em suas grandes linhas, a vida é sempre imprevista; nada nos consultam sobre ela; não nos perguntam, antes de nascer, em que época e em que mundo, em que circunstância vamos viver; mas, econtramo-nos sempre, de repente, imprevistamente tendo que nadar numa circunstância, inexoravelmente indeterminada. A vida nos é sempre lançada à queima-roupa, e isto eu expresso, dizendo que o segundo atributo da vida é que ela é sempre circunstancial. Viver é como uma situação que tenha que ser enfrentada, num mundo indeterminado. Esta imagem expressa, a meu ver, de certa forma, a essência de viver. Notem: a vida nos é dada, ou melhor nos é arremessada, ou ainda somos nela arrojados; todavia ela, que nos é dada, é um problema que temos de resolver nós mesmos, e isto não é só naquelas circunstâncias especialmente difíceis, que qualificamos familiarmente de conflitos e apuros, mas sempre e em qualquer circunstância.

( Ortega Y Gasset )

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Banzo

"Que dia há que na alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê."

- Camões -

A vida tem dessas coisas... Há dias que uma certa melancolia nos toma a alma. Uma saudade talvez... De algo que nos é acolhedor e de repente falta. Uma sensação... É dificil explicar, apenas o olhar fica perdido e a respiração mais profunda. Um gosto, um olhar, uma palavra... A memória busca alguma coisa que possa satisfazer essa saudade... ou como diriam os africanos recém chegados a esta terra inóspita, na descoberta do novo mundo... algo que possa suavizar este banzo!

Não sei... talvez seja apenas o céu cinza que nos remete a aconchego... Impossível não pensar em uma taça de vinho, uma boa companhia e uma música na vitrola... nada mais saudosista do que falar "vitrola"!!!... Coisas de uma manhã chuvosa...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Delírios

A flor da pele

Tua pele... Minha pele... Que coisa estranha é essa???
Que explosiva combinação se dá qdo as duas se tocam???
Esse toque, mágico, conduz os meus sentidos todos pra vc... Será feitiço???
Quando me toca, fico à mercê do teu desejo... E explode em mim um turbilhão de desejos...
Desejo-te louca e insaciavelmente... Entrego-me inteira pra vc.
O simples toque da tua mão, o toque do seu olhar, o toque do seu sorriso ao me olhar, tudo que foi ou que será depois perdem o sentido, só interessa esse momento...
Nesse momento tudo é certeza... impossível duvidar... Sentimos tudo na pele.
Se sentimos na pele, é tato. Se é tato, é palpável. Se é palpável, é real.
Eu e vc... real??... Posso até duvidar, e duvido sempre...
Mas sinto vc aqui, na minha pele!!

sábado, 5 de abril de 2008

Coerência

De formas fáceis e freqüentes, costumamos acusar os outros da falta de coerência. Ou até mesmo, enaltecer alguém por sua coerência inabalável...


Mas o que exatamente é ser coerente?... Vejo-me tão contraditória, em um tráfego contínuo entre extremos... Querer e não querer, ir e desejar voltar, mudar de idéia, pensar de um jeito e agir de outro... Procurar lacunas no discurso que possam justificar os atos contrários... Mas ser humano não é isso?! Ser inerentemente contraditório? Então pq exigimos tanta coerência??... Pra tentar nos salvar de nossos próprios desejos?... Das nossas fraquezas?... Ou simplesmente para tentarmos nos enganar e enfaixar o que nos vai na alma?

Acredito que a única coerência a qual me permiti foi, começar e terminar um texto, um mesmo texto, na mesma linha de pensamento (apesar de adorar usar a dialética), do início ao fim, para conseguir me fazer entender por um suposto leitor... Porque na vida jamais vou conseguir ser coerente, tamanha as contradições que trago no peito... Não dá pra ser a mesma coisa sempre... Não dá pra não mudar a direção... Não dá pra não se permitir fazer coisas que algum dia disse que jamais faria... se encantar com uma música que em um outro momento não gostou... experimentar sabores, mesmo aqueles que já disse não ter gostado... O bom da vida está nos desafios, nas incoerências, no mudar de rumo, ajustar as velas em outras direções... Não é atoa que amo Fernado Pessoa em seus "infinitos" heterônimos...


"Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.Quando é que despertaremos para a justa noção de que política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética - a estética dos que ainda a não podem ser? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos de sinceridade e coerência tiver acostumado suas sensações a viverem independentemente se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida."


( Fernando Pessoa no discurso intitulado "Do contraditório como terapêutica da libertação".)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Celebrar!


07 de março...
estou insuportavelmente feliz hj!!
Gosto do meu aniversário... Gosto da sensação de festa... Gosto dos meus amigos perto de mim!!!
E descobri que tenho tantos... Tô cercada deles... Carinhosos, protetores, presentes...
Costumo dizer "quem tem amigos, tem tudo!!"... E tem mesmo... descobri na prática!
Hoje é um dia pra celebrar!!! Celebrar a amizade, a vida que a gente vive, q se constrói...
"Somos as escolhas q fazemos" não me lembro quem disse isso, mas também a tenho como uma das verdades da vida...
Então, que saibamos fazer as nossas melhores escolhas!!!
Salve

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sensações


"Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode, freme, treme, espuma, venta, viola, explode, perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge. Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida. Arde com todo meu ser todos os lumes e luzes. Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos. Sobrevive-me em minha vida em todas as direções."


Fernando Pessoa

Heterônimo Álvaro de Campos

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Acontecimentos II

2008 começou com tudo, recheado de desafios e novas experiências... Entre elas o desafio de encarar um dos meus maiores medos... A câmera...

Já que estamos na chuva... quero mais é me molhar!!!!...


E tudo isso para receber o mestre Turíbio Santos... Quanta responsabilidade...


Depois dessa... Que venham os desafios!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Acontecimentos

Hoje, um amigo meu disse que se eu não voltasse a escrever aqui ele iria me excluir de seus favoritos... Ops! isso me deixou apreensiva... Não posso perder um dos meus únicos leitores "assíduos"... rs

Mas na verdade o que me preocupou mesmo foi uma de suas indagações: "não acontece nada na sua vida?"... Isso caiu feito uma bomba neste humilde ser... Parei realmente pra pensar...


2008...
Pra mim será sempre um marco. O início de um novo ciclo na minha vida, depois de uma fase de turbulentas mudanças, eis que o céu se abre e o sol volta a imperar nos meus dias... Pela primeira vez realmente pensei no velho jargão: "Ano novo, vida nova."

Novos rumos. O olhar busca novidades, desafios e todas as oportunidades espalhadas pelo caminho... Isso tudo junto, com certeza trará os tais acontecimentos e eu poderei manter meu blog atualizado (pelo menos semanalmente) e manter cativos meus leitores mais "cricas"... hehehhe

E sim, coisas acontecem na minha vida. Como hoje, aconteceu Turíbio Santos, Leandro Carvalho e Elton Rivas...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ausência


Bom, aproveitando que é final de ano, época das retrospectivas, vou postar mais um texto q escrevi há um tempinho atrás... Mais boas lembranças...

"o corpo não se acomoda em lugar algum...
o olfato não encontra o cheiro q procura...
as mãos não reconhecem a textura...
os olhos buscam a forma e só encontram o vazio...
os ouvidos já não alcançam a sedutora melodia...
a boca deseja o sabor que não está...
é a tua falta q o meu corpo inteiro sente!!"

domingo, 16 de dezembro de 2007

Improvável

Nossa!! Faz mais de um mês que não escrevo aqui... E olha que tenho a cabeça borbulhando de perguntas, dúvidas, conclusões, indecisões... Tudo que sempre resulta em bons textos... Mas não sei o que acontece... Diante da tela em branco, do cursor piscando, nada se resume...
Hoje tirei o dia pra ler o blog dos amigos... quanta coisa boa pude ler!!!... E li tbém escritos antigos, que eu escrevi há algum tempo atrás... E encontrei um, particularmente especial e pessoal, que me trouxe bons sentimentos, saudades e mais incertezas...
Aí vai pra vocês, as armadilhas que o improvável nos faz...

IMPROVÁVEL



O que sabe a vida do improvável?...
Impossível? Que não pode acontecer?? Inverossímil???... (Ah! Tola gramática!!!)
Nada disso me parece lógico. Mas a lógica, isso sim, não faz parte do improvável.
Improvável é não deixar o mágico da vida acontecer. É ignorar o desavisado encontro... É deixar de sentir na boca a descoberta do desejo...
Improvável é não ter os pés saboreados como se fossem a fruta mais doce...
É não sentir o corpo declamar a poesia feita de saliva, sêmem e suor...
É não permitir se ver renascer... Um desabrochar de asas da antiga lagarta... Bela borboleta aprendendo a voar...
Ah! O improvável. Que maravilhoso momento deixar o improvável acontecer. E é nesse momento que o olhar refina as intenções... O silêncio confessa segredos... O toque transcende o desejo...
Somos todos parvas criaturas sujeitas ao improvável.
O que não se pode provar, provado está. Provado, re-provado... Aprovado!!
Não se pode duvidar do improvável... Provavelmente, quando menos puder acreditar, o improvável será.

domingo, 4 de novembro de 2007

Jabor - Crônica do Amor.

Minha cabeça anda tão "atarantada" que estou me furtando a "quase' obrigação de escrever aqui... Há tanto a dizer, mas nem uma lógica contundente para organizar os sentimentos e colocá-los, ordenadinhos, prontos para serem lidos e compreendidos...

Recebi essa semana (ou seria a passada?), um email que achei muito bacana e pra mim fez sentindo... Recebi como sendo uma crônica do Arnaldo Jabor. Não posso garantir que seja, mas acredito que dá para reproduzí-lo aqui. Vai ocupar bem este espaço. Enquanto isso vou organizando as idéias e quem sabe escrever algo justificável a ser oferecido aqui...

Com a palavra Jabor...


Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Felicidade, dá em árvore?


“O que faz você feliz?” é o tema de uma rede de supermercados. Um bom texto e a voz do Arnaldo Antunes deixam tudo mais lindo e enfático. E, engraçado, que logo na seqüência, é impossível não lembrar que Zeca Baleiro já cantava: “Lugar de ser feliz não é supermercado.” O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada! A não ser as palavras “supermercado” e “feliz”. Mas isso não vem ao caso. A questão é: Felicidade dá em árvore?
Pra dizer bem a verdade acredito que sim. E é uma arvorezinha que se for bem cuidada, pode dar muitos frutos... Quem nunca ouviu dizer que “felicidade tem gosto de fruta madura”?... Deve ter sido dito por alguém que cuida muito bem do seu “quintal” e já teve o prazer da colheita.
A felicidade é algo tão simples, tão simples, que às vezes nem chegamos a perceber. Pra mim, no meu ‘tosco’ entendimento, o que conta, o que nos traz essa sensação de estar feliz, é a emoção que sentimos em relação às coisas. Uma música, um lugar, um gesto, um sabor, um cheiro, uma palavra, uma pessoa... Se marcou um momento bom, isso se tornará a ‘senha’ para desencadear esse sentimento. Basta sentir, ouvir, provar que lá vem aquele sorrisão invadir nosso rosto, um suspiro profundo e a tal felicidade já tomou conta. E aí, pela vida a fora vamos colecionando senhas que vão salpicar nossa vida de felicidade. E teremos então, nossa árvore carregadinha de frutos...
Mas não é só de lembranças que se vive. O estar disponível é fundamental pra ser feliz. Quem sempre tem pressa, não tem tempo para isso. Tá sempre ocupado demais... E no dia a dia se não tivermos essa disponibilidade, não vamos perceber que aquele papinho descompromissado com um amigo, o bom dia dito a alguém, o abraço de uma pessoa querida, andar descalço quando se chega em casa, tomar uma caneca de chá pra relaxar, ler um gibi, comer pipoca e assistir um bom filme, se lambuzar feito criança com um sorvete ou um cachorro quente, a risada sonora e deliciosa dos nossos filhos, andar nas pontas dos pés e dançar de olhos fechados, deitar na grama de barriga pra cima e dar nomes às formas das nuvens... Poderia enumerar uma infinidade de coisas que deixam a vida da gente mais gostosa, mais feliz e a gente quase não percebe. A partir daí, quando a gente tem tudo isso em ordem na nossa vida, quando a gente consegue reconhecer a nossa felicidade, aquele fruto mais saboroso, mais bonito e cobiçado vai surgir lindo e pronto para ser saboreado... E aí... Bom Apetite!!!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Beleza Prateada

"O dia amanheceu chovendo e a saudade me contém."
Milton Nascimento - Outro Lugar


Nossa, como é bom o cheirinho de chuva... Adeus fumaça!!!
Hoje nem acredito que vi uma lua linda no céu... Fiquei um tempo admirando aquela beleza prateada, num céu limpo... Que sensação de paz!

Pra não esquecer...

Vou publicar aqui o comentário da Kris que, como já tinha prometido, trouxe um artigo sobre o desmatamento e as queimadas nos últimos anos. Não é só porque voltou a chover no estado que vamos esquecer a calamidade que estamos vivendo...

Kris disse...
"O Licenciamento Ambiental Único (LAU) gerou boas expectativas em relação ao seu êxito, sobretudo, no meio científico e entre ambientalistas. Em um ano (2000-2001), houve redução de 24% na taxa de desmatamento e 53% no número de queimadas. Em 2002, os números do desmatamento reduziram-se mais ainda. A Tabela 2 mostra as médias de desmatamento nesse período: No ano de 2002, esses números eram de 795 mil ha. No entanto, contrariando as expectativas de declínio, os índices de desmatamento no ano de 2003 e 2004 foram bastante elevados: 1.858.000 e 1.814.302 hectares, respectivamente, o que perfaz um aumento de 42,7% em relação ao ano de 2002. É conveniente ressaltar que, do total desmatado no período de 2003,somente 500 mil hectares haviam sido autorizados pela antiga Fundação Estadual de Meio Ambiente. A avaliação do instrumento coordenada pelo Instituto Socioambiental (ISA), a pedido do Ministério do Meio Ambiente, em 2005, confirma com números o que vinha sendo observado empiricamente por meio dos dados crescentes de desmatamentos no estado. Segundo o relatório, os desmatamentos nos anos de 2003 e 2004, dentro das reservas legais, foram praticamente seis vezes maiores que em outras áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação. Além disso, o estudo mostrou que 48,5% dos desmatamentos em reservas legais nesse período aconteceram em propriedades licenciadas em 2003."Fonte: Revista do Serviço Público Brasília 58 (1): 37-55 Jan/Mar 2007 (
www.enap.com.br)

Valeu Kris!

domingo, 21 de outubro de 2007

Por Não Estarem Distraídos


Nós esperamos entender coisas demais. Esquecemos de deixar o improvável acontecer, esquecemos que nem tudo pode ser explicado, que nem tudo 'precisa' ser explicado. Basta viver, sentir e deixar a vida correr, sem grandes explicações...

Aí vai um texto da maravilhosa Clarice Lispector, que teve sua obra em exposição, desde abril até setembro, no Museu da Língua Portuguesa. Uma merecida homenagem...

Por não estarem distraidos.

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector